14
jul
08

A folha que sobrou do caderno

Já tem um tempo que me questiono sobre a posição dos alunos em relação a faculdade, e a faculdade em relação dos alunos. Hoje em dia a educação é a base de tudo e se você não corre em busca dela, nada virá em sua procura para lhe fornecer conhecimento.

A faculdade é esse momento que você corre atrás de seus ideais e o seu conhecimento, ela está lá e irá fornecer 1% da matéria, se você achar que aquilo será essencial para seu crescimento então corre atrás e estuda, pesquisa, conversa e tente adquirir mais informações.

Essa iniciativa que está acabando nos dias de hoje, posso estar errado mas vejo muitos alunos que só estudam o que os professores falam, só fazem trabalhos até onde os professores limitam, poucos são aqueles que lutam e questionam além e buscam realmente algo desafiador para melhorarem como profissionais e pessoas.

Mas não basta só o aluno correr atrás mas tem que existir professores que quebrem a barreira “professor vs aluno”, que o professor é superior ao aluno e o aluno tem que sentar e escutar tudo que ele tem a dizer, eu acho que tem que ter o respeito com o professor mas as aulas teriam que ser mais uma troca de experiência e um questionamento sobre a matéria, onde nesse tempo o professor e o aluno aprenderiam juntos. Claro que o professor possui muito mais informações e por isso é importante o respeito e a noção dos alunos que esse momento é onde ele irá aprender e até ensinar algo diferente. O ensino poderia mudar esse estilo tradicional.

Quando vi o documentário “A folha que sobrou do caderno” entendi muitas coisas e concordo com todos os argumentos mencionados, o ensino ainda segue uma linha tradicionalista e os alunos não aprendem a pensar mas sim a resolver apenas alguns problemas.

Vale muito a pena assistir esse documentário:

 
Dica do aluno do 7º período da ESPM Carlos de Oliveira Júnior


5 Responses to “A folha que sobrou do caderno”


  1. 14 julho, 2008 às 2:49 pm

    Educação, foi uma das palavras pertinentes no N Design deste ano, em Manaus. Houveram várias discussões quentes sobre a educação de design, e não esta perto de acabar, ainda temos muito que trocar de experiências entre faculdade, ver o que nosso amigo faz de bom e errado na sua faculdade para aproveitarmos os exemplos. Na ESPM temos alguns pequenos problemas, mas em geral, há muito se perdeu o sentida da palavra educar nas faculdades no Brasil. O documentário revela alguns destes problemas, cabe a nós recebermos isso e agir. Parabéns ao Feliz pela iniciativa, e parabéns à Mauro e Alex da UFBA pela realização do vídeo.

  2. 2 Marcelo
    15 julho, 2008 às 1:36 pm

    Ótimo documentário.
    Vejo o problema na educação como um todo, e não apenas no design. É aquilo que muitos falam no vídeo, o aluno de hoje não tem mais interesse, no máximo faz o que deve ser feito. Sem pesquisas, sem interesse, sem nada. Talvez fosse mais interessante pensar em uma solução mais generalizada e não apenas na educação do design.

    Há um certo tempo, assisti um vídeo muito bom que mostra um pouco disso:

  3. 15 julho, 2008 às 9:29 pm

    Excelente o link do Youtube.

    Eu tenho o interesse de fazer meu projeto final voltado para educação.
    Primeiro conversei com minha mãe que é educadora, ela falou que chegam várias pessoas por semana na prefeitura oferecendo “soluções” tecnológicas para educação. Então não é algo novo.
    Depois com alguns professores, e não tive apoio deles… Não sei ao certo, mas não gostaram da ideia de buscar uma maneira de tornar a aula mais “participativa”.

    Educação é um problema sim, estamos vivendo isso. Não sei onde está o problema. Se é na cadeira de aluno, ou na mesa do professor. Para que haja a tal revolução, temos que querer a revolução, mas não vejo uma mobilização dos alunos buscando melhorias.

  4. 15 julho, 2008 às 10:55 pm

    Não tem como negar, as faculdades precisam se atualizar com o modelo de ensino. Sem dúvida. Futuramente quando eu já tiver um tempo suficiente de mercado me dedicarei parcialmente para a educação pra fazer minha parte.

  5. 17 julho, 2008 às 10:01 am

    No caso da faculdade que cursei (ESPM-Rio) nós alunos tínhamos um fator essencial fa formação do curso de Design. Como fomos os primeiros, aquele curso tinha que ter a nossa cara, o nosso jeito. Não era possível naquela época ficar esperando que os professores nos tranmitissem os seus conhecimentos, era necessário buscar, ir atrás, conhecer novas técnicas e sair daquele mundinho acadêmico.

    Foi então que no segundo período fomos para o NDesign. Ali foi o momento que tudo mudou, caiu a ficha. Na volta para o Rio, as idéias eram outras, o design para nós era outro. Não era mais possível aceitar pacivamente o que os professores diziam. Não era mais possível acreditar que aquela matérias seriam realmente importantes.

    Lembro de inúmeras vezes tentar desenvolver algo fora daquilo discutido na matéria, e não ter nenhum crédito. Hoje eu trabalho com videografismo e efeitos especiais, não pelo que a ESPM me ensinou, mas pelo que aprendi estudando e caindo de cabeça no mercado de trabalho.


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