Archive for the 'Computação Gráfica' Category

08
set
08

NaturalMotion

Seguindo a dica do Raul, tava assistindo os episódios do TEDTalks e tropecei nesse aqui:

Trata-se de um grupo de estudantes de Oxford que uniram os conhecimentos de biologia, física e animação para criar simulações realistas de personagens. Diferentes dos bonecos “ragdoll” que geralmente são usados como padrão para simulações sobre o corpo humano, esse sistema integra a anatomia de um homem e seu sistema nervoso, dando a ele reações para ele se manter em pé e intacto das forças que são aplicadas sobre ele.

Isso foi em 2003, quando o exemplo apresentado do jogo GTA usava animações pré-produzidas pro personagem. Hoje, essa tecnologia avançou e está sendo usada no cinema e em jogos, incluindo o GTA IV. A empresa que a desenvolve chama-se NaturalMotion, criada pelos estudantes que a inventaram.

Pro cinema é uma vantagem de você poder contar com um dublê virtual que não se machuca, mas se comporta de jeito convincente, como um ser humano real. Para jogos, o personagem reage aos elementos ao seu redor de maneira muito mais convincente, dando ao jogador uma experiência nunca antes vista, já que o padrão até hoje é o esquema de animações pré-definidas para cada tipo de reação. Isso se dá pelo fato das reações serem geradas em tempo real, sem necessidade de pré-processar a animação pra depois renderizar a cena.

O vídeo abaixo mostra um pouco mais sobre a lógica e o potencial do sistema do NaturalMotion para jogos, o Euphoria:

Pra quem quiser experimentar o sistema, há uma versão light, mas generosa, pra baixar no site deles. Eles também disponibilizaram tutoriais em vídeo, o que já espanta o medo de mexer com uma ferramenta nova como essa.

Concluindo, isso é um exemplo de como a convergência de especialidades é o que gera os projetos mais inovadores.

02
set
08

Radiohead – House of Cards

Nunca vi um clipe do Radiohead que não fosse muito bom. Sempre com temas criativos e roteiros simples, a banda inova mostrando todo o potencial do seu som. Procurando se existe algum show deles marcado para a América do Sul, descobri seu mais novo clipe. Se trata da música House of Cards, do último CD lançado “In Rainbows”. Os caras apostaram em um 3D cru, com uma linguagem holográfica… Confira:

Mas o que mais impressiona não é isso. Você pode ouvir a música navegando pelo 3D!! Basta acessar o link deles no Google Code (meu Deus, realmente o Google está dominando tudo!) e esperar para navegar em 3 ambientes distintos.

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17
jul
08

A Turma do Didi – Computação Gráfica

 Esse projeto com certeza foi um dos mais complicados e satisfatórios que fiz até hoje. Foi para um quadro do programa “A Turma do Didi”, exibido aos domingos na Rede Globo.

 

Como briefing tínhamos que fazer os personagens do programa em um ambiente de fundo do mar, contracenando com tubarões e peixinhos. Me lembro dos primeiros filmes exibidos com esse tipo de técnica, como por exemplo Space Jam, que trazia o Michael Jordan contracenando com monstros, e Roger Rabit onde o principal ator tinha um coelho maluco como amigo e a Jessica Rabit como namorada, todos em desenho animado.

O concept do personagem, assim como a animação foi feita em cima da gravação das vozes. A voz mais grave seria um tubarão mais forte, com cara de mau, caracterizado pelo tubarão branco. O processo de modelagem do background (fundo), render, shade e animação dos personagens levou em média 1 mês de trabalho intenso.

Para esse projeto foi utilizado o software Bauhaus Mirage para o concept, Lightwave, 3DMax e XSI para modelagem e animação de personagem, After Effects na composição de alguns takes, e Autodesk Flint na composição final, juntando todas as etapas do 3D com os takes filmados no fundo de chroma. A equipe de 3D renderou o fundo em passes, para que haja uma maior controle de cor e desfoque, o que traz uma resultado mais realístico ao projeto. Além disso, na etapa de modelagem, foi utilizado o programa ZBrush, que auxilia na construção de ranhuras e micro detalhes da pele dos tubarões. Assista abaixo o making of desse trabalho.

 

A última etapa deste trabalho é a composição, toda desenvolvida no Flame, um poderoso software que faz o recorte do chroma, a integração entre os elementos 3D e os personagens, displacement simulando água e a correção de cor característica do fundo do mar. Além disso, todo o trabalho de tracking (processo que reproduz o movimento de câmera), e partículas que formam as bolhas do ambiente dão um toque realístíco à cena composta.

Se você se interessou por esse projeto e procura mais dados sobre a parte técnica de 3D, acesse o fórum 3D1, onde pode encontrar todo detalhamento e discussões que abordam o assunto, comentadas pelos artistas que produziram o quadro.

Créditos:
Concept, 3D e Animação – Alexandre “Thundro” Areal e Marcos Piolla
Composição de Efeitos – Uno de Oliveira
Produção de Efeitos – Andressa Ambrósio
Direção – Guto Franco

 

 

 

Direitos de Imagens – Rede Globo

 

08
jun
08

Special Effects – Cloverfield

Cloverfield é um filme daqueles feitos para ver no cinema. Muito efeitos, explosões e câmeras nervosas fazem deste filme, na minha opinião, o melho de efeitos que vi esse ano. Não falo pela beleza estética do filme, mas sim pela realidade impressa na câmera, já que o estilo de filmagem é a visão da primeira pessoa, assim como em Bruxa de Blair.

Por ser todo filmado como se o personagem principal tivesse uma câmera na mão, todos os efeitos teriam que ser feitos em cima de um fabuloso trabalho de tracking. E isso eles conseguiram… Muito 3D, partículas, e uma composição realística fazem o espectador se sentir numa Nova York que está sendo atacada por um monstro gigantesco.

Já conversei com algumas pessoas sobre o filme. Muitas gostaram e outras acham mais um fime de catástrofe em Manhattan.  Eu como adoro esse estilo de filme… Melhor ainda é o making off, onde você pode ver como foram feitas as principais cenas do filme. Aí vai:

31
maio
08

David Luong – Matte Painting

Eu estava procurando algum curso online de matte painting, e acabei achando no CGSociety informações sobre o curso e o trabalho de David Luong. Este, com toda certeza é  um dos melhores ilustradores e artistas do cinema blockbuster americano, entre seu portifólio estão Superman Returns, Uma Noite no Museu, entre outros…
Suas composições impressionam pelo realismo e a beleza da sua paleta de cores. O curso se baseia nas teorias de ilustração, modelagem e aplicação 3D e composição de efeitos, e como pré-requisito, conhecimento em Photoshop, After Effects, Nuke, Maya e/ou 3D Studio Max.

Pena que o curso já rolou, agora é ficar de olho esperando o próximo.

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13
maio
08

Matte Painting

Essa técnica é uma das mais utilizadas em cenários virtuais e concepts para cinema e televisão. Quem não lembra das fantásticas cenas de paisagem do Senhor dos Anéis?? Pois é, aquilo é Matte Painting.

Esse estilo vem evoluindo com o cinema, e antigamente ainda com os filmes em preto e branco, cenas com fundos de desenhos eram muito usadas com a intenção de montar um cenário virtual mágico, dando um outro valor para a cena. Atualmente, diversos artistas no mundo fazem desse estilo de pintura uma das mais belas formas de design e expressão artística já conhecidos. Munidos (na maioria das vezes) de Photoshop e tablets/cintiqs, esses caras conseguem resultados surreais do ponto de vista artístico. É a pintura digital, caracterizada por uma revolução da informática que troca os pinceis e tintas pela canetinha e o monitor.

Lembro que quando cheguei para trabalhar na Globo, fiquei de boca aberta com um cara chamado Beto Campos. A sua agilidade e a beleza de seus desenhos me fizerem repensar sobre a ilustração, e a forma de encarar os programas gráficos. Numa manhã ele estava começando um esboço, e depois do almoço já tinha um desenho magnífico (que para ele nunca estava pronto) no seu desktop. Abaixo uma de suas ilustrações.

Foi aí então que na minha humilde experiência, fui tentar fazer algo parecido, mas utilizando um outro estilo de Matte Painting, com imagens estáticas dispostas em diferentes planos, além de uns efeitos de pluggins e animação de câmera. Essa técnica pode ser elaborada de diversas formas, com a introdução de objetos 3D, pinturas ou simplismente recorte de imagens. O vídeo abaixo foi feito para o programa “A Turma do Didi” com o briefing de ser um stock shot para uma cena do Renato Aragão em um castelo do Frankstein. O bom de fazer esse projeto é ficar atento com os detalhes, o equilíbrio de cores e contrastes, sem a preocupação de chegar à um realismo absoluto. A liguagem do programa é essa, um grafismo real e infantil trazendo para a tela magia dos efeitos especiais. Desculpe pela resolução, mas é o que o You Tube me oferece…

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09
abr
08

Chroma Key

Muita gente já ouviu falar sobre o chroma, mas poucos sabem como e quando usar e de que forma uma filmagem em chroma ajuda ou atrapalha em uma gravação. Nos meus primeiro contatos com computação gráfica, fiquei espantado com a quantidade de material que é gravado no chroma, tanto para a produção de cenários virtuais, quanto para a inserção de efeitos. Hoje, esta técnica é muito utilizada em filmes e seriados de TV, com a finalidade de simular fundos, e consequentemente economizar dinheiro nas produções. Por exemplo, se for necessária uma gravação de um ator em Paris, porque enviar toda a equipe para a França?? Grava no chroma!! Se tem uma tomada dentro de um carro, a parafernália para fazer essa gravação como aluguel de carros, câmera car e preocupação com trânsito, fica melhor solucionado de for gravado em estúdio com um fundo azul.

Por falar em fundo azul, o choma pode ser da cor que você quiser. Só que as cores mais usadas são verde e azul, pois normalmente na gravação estão os atores, cenários e diversos elementos em cena. Essas duas cores são mais fáceis de recortar, já que a pele humana se aproxima de uma tonalidade vermelha. Caso o choma for vermelho, irão sumir alguns braços, cabeças e pernas… Eu particularmente prefiro o azul, pois o verde é muito claro e fica com uma espécie de “stroke” em volta de todo o recorte. Para que haja uma melhor interação entre o fundo inserido e a gravação do chroma, esse recorte tem que estar impecável, sem moires, sombras e nuances de cor. Outro ponto que determina um bom recorte é a iluminação na gravação. Chomas com penumbras, e sombras criam diversas tonalidades que difilcultam na hora do recorte.

Se você quiser fazer um chroma em casa, é necessário um pano ou lona de preferência azul ou verde, e uma boa iluminação nesse fundo. Além disso, os softwares caseiros adequados para o recorte são Final Cut Pro e Adobe After Effects. Este último possui uma qualidade melhor para esse tipo de efeito, já que na paleta de efeitos “keying” é possível obter ótimos resultados com recortes conviscentes. Além disso, o After Effects dispõe de uma série de pluggins para o recorte, como por exemplo o “Keylight” do grupo de pluggins The Foundry. Outro bom programa de composição para este efeito é o Fusion que tem quase todos os pluggins disponíveis tanto para After quanto para Inferno e Flame. Na Rede Globo todo o material produzido em chroma é recortado, composto e finalizado nos programas de composição da Autodesk (Inferno, Flame e Flint).

Tem um cara no You Tube chamado Mark Apsolon que ensina diversas formas de fazer um chroma key, desde qual material comprar, como esticar, como iluminar, free softwares, efim… É só pesquisar que está tudo ao seu alcance!! Abaixo vai um vídeo dele.




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