Posts Tagged ‘Computação Gráfica

17
jul
08

A Turma do Didi – Computação Gráfica

 Esse projeto com certeza foi um dos mais complicados e satisfatórios que fiz até hoje. Foi para um quadro do programa “A Turma do Didi”, exibido aos domingos na Rede Globo.

 

Como briefing tínhamos que fazer os personagens do programa em um ambiente de fundo do mar, contracenando com tubarões e peixinhos. Me lembro dos primeiros filmes exibidos com esse tipo de técnica, como por exemplo Space Jam, que trazia o Michael Jordan contracenando com monstros, e Roger Rabit onde o principal ator tinha um coelho maluco como amigo e a Jessica Rabit como namorada, todos em desenho animado.

O concept do personagem, assim como a animação foi feita em cima da gravação das vozes. A voz mais grave seria um tubarão mais forte, com cara de mau, caracterizado pelo tubarão branco. O processo de modelagem do background (fundo), render, shade e animação dos personagens levou em média 1 mês de trabalho intenso.

Para esse projeto foi utilizado o software Bauhaus Mirage para o concept, Lightwave, 3DMax e XSI para modelagem e animação de personagem, After Effects na composição de alguns takes, e Autodesk Flint na composição final, juntando todas as etapas do 3D com os takes filmados no fundo de chroma. A equipe de 3D renderou o fundo em passes, para que haja uma maior controle de cor e desfoque, o que traz uma resultado mais realístico ao projeto. Além disso, na etapa de modelagem, foi utilizado o programa ZBrush, que auxilia na construção de ranhuras e micro detalhes da pele dos tubarões. Assista abaixo o making of desse trabalho.

 

A última etapa deste trabalho é a composição, toda desenvolvida no Flame, um poderoso software que faz o recorte do chroma, a integração entre os elementos 3D e os personagens, displacement simulando água e a correção de cor característica do fundo do mar. Além disso, todo o trabalho de tracking (processo que reproduz o movimento de câmera), e partículas que formam as bolhas do ambiente dão um toque realístíco à cena composta.

Se você se interessou por esse projeto e procura mais dados sobre a parte técnica de 3D, acesse o fórum 3D1, onde pode encontrar todo detalhamento e discussões que abordam o assunto, comentadas pelos artistas que produziram o quadro.

Créditos:
Concept, 3D e Animação – Alexandre “Thundro” Areal e Marcos Piolla
Composição de Efeitos – Uno de Oliveira
Produção de Efeitos – Andressa Ambrósio
Direção – Guto Franco

 

 

 

Direitos de Imagens – Rede Globo

 

31
maio
08

David Luong – Matte Painting

Eu estava procurando algum curso online de matte painting, e acabei achando no CGSociety informações sobre o curso e o trabalho de David Luong. Este, com toda certeza é  um dos melhores ilustradores e artistas do cinema blockbuster americano, entre seu portifólio estão Superman Returns, Uma Noite no Museu, entre outros…
Suas composições impressionam pelo realismo e a beleza da sua paleta de cores. O curso se baseia nas teorias de ilustração, modelagem e aplicação 3D e composição de efeitos, e como pré-requisito, conhecimento em Photoshop, After Effects, Nuke, Maya e/ou 3D Studio Max.

Pena que o curso já rolou, agora é ficar de olho esperando o próximo.

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09
abr
08

Chroma Key

Muita gente já ouviu falar sobre o chroma, mas poucos sabem como e quando usar e de que forma uma filmagem em chroma ajuda ou atrapalha em uma gravação. Nos meus primeiro contatos com computação gráfica, fiquei espantado com a quantidade de material que é gravado no chroma, tanto para a produção de cenários virtuais, quanto para a inserção de efeitos. Hoje, esta técnica é muito utilizada em filmes e seriados de TV, com a finalidade de simular fundos, e consequentemente economizar dinheiro nas produções. Por exemplo, se for necessária uma gravação de um ator em Paris, porque enviar toda a equipe para a França?? Grava no chroma!! Se tem uma tomada dentro de um carro, a parafernália para fazer essa gravação como aluguel de carros, câmera car e preocupação com trânsito, fica melhor solucionado de for gravado em estúdio com um fundo azul.

Por falar em fundo azul, o choma pode ser da cor que você quiser. Só que as cores mais usadas são verde e azul, pois normalmente na gravação estão os atores, cenários e diversos elementos em cena. Essas duas cores são mais fáceis de recortar, já que a pele humana se aproxima de uma tonalidade vermelha. Caso o choma for vermelho, irão sumir alguns braços, cabeças e pernas… Eu particularmente prefiro o azul, pois o verde é muito claro e fica com uma espécie de “stroke” em volta de todo o recorte. Para que haja uma melhor interação entre o fundo inserido e a gravação do chroma, esse recorte tem que estar impecável, sem moires, sombras e nuances de cor. Outro ponto que determina um bom recorte é a iluminação na gravação. Chomas com penumbras, e sombras criam diversas tonalidades que difilcultam na hora do recorte.

Se você quiser fazer um chroma em casa, é necessário um pano ou lona de preferência azul ou verde, e uma boa iluminação nesse fundo. Além disso, os softwares caseiros adequados para o recorte são Final Cut Pro e Adobe After Effects. Este último possui uma qualidade melhor para esse tipo de efeito, já que na paleta de efeitos “keying” é possível obter ótimos resultados com recortes conviscentes. Além disso, o After Effects dispõe de uma série de pluggins para o recorte, como por exemplo o “Keylight” do grupo de pluggins The Foundry. Outro bom programa de composição para este efeito é o Fusion que tem quase todos os pluggins disponíveis tanto para After quanto para Inferno e Flame. Na Rede Globo todo o material produzido em chroma é recortado, composto e finalizado nos programas de composição da Autodesk (Inferno, Flame e Flint).

Tem um cara no You Tube chamado Mark Apsolon que ensina diversas formas de fazer um chroma key, desde qual material comprar, como esticar, como iluminar, free softwares, efim… É só pesquisar que está tudo ao seu alcance!! Abaixo vai um vídeo dele.

23
fev
08

Composição de Efeitos 2 – Autodesk Inferno, Flint, Flame

Bem, seguindo o post sobre produção de vídeo para efeitos especiais, continuo a escrever sobre o sistema high-end de composição chamado Autodesk Inferno. 

Muitas pessoas imaginam que para se fazer uma composição é preciso criar no software todos dos efeitos a serem inseridos em uma cena. Um bom trabalho é caracterizado pela produção de imagens na máquina, junto com vídeos previamente gravados que ao serem inseridos criam a ilusão de que tudo é verdadeiro em uma cena. Às vezes quando assisimos alguns filmes que têm muitos efeitos e criações em 3D, você nota que uma ou outra cena não é real. Isso ocorre em cenas totalmente feitas em softwares, e por mais recursos que eles tenham, ainda é possível ver que um movimento ou uma paisagem não está real. Por isso trabalhar com uma mistura de gravação em vídeo, 3D e composição é a melhor forma de obter um resultado crível.

Por exemplo se o briefing for um navio que explode no mar. Posso fazer essa cena em algumas formas: toda em 3D, toda em composição (usando frames estáticos para mar, navio e céu, e partículas para explosão) ou numa junção entre elementos 3D, vídeo e composição. Se tenho uma explosão previamente gravada, posso compor com um navio modelado em 3d e um mar de uma biblioteca de vídeos (como por exemplo uma Art Beats). Dessa forma o resultado teria uma qualidade muito maior, em um tempo menor do que fazer tudo em 3D. Trabalhar com essas softwares é exatamente isso, pensar qual a melhor forma de realizar aquele projeto que está sendo proposto, com a melhor qualidade possível, em um curto tempo.

Essa semana acompanhei a finalização de uma cena para a mini-série Queridos Amigos, que era uma Ferrari antiga que cai de uma ponte. A Globo até poderia cometer essa heresia, mas jogar uma Ferrari de uma ponte custaria muito mais do que muitas horas de produção na computação gráfica. Pois bem, foi feito uma carcaça imitando o carro italiano, além da modelagem do carro no 3D Max. A gravação da cena foi no estúdio do Projac, com fundos em chroma , dando ênfase ao traking 3D, para depois ser tudo composto no Autodesk Flame. Então podemos ver uma série de etapas na produção e finalização da cena: gravação, modelagem 3d, tracking e composição. Confira a cena:

 Mas não pense que tudo é 3D ou pluggins de softwares. Composição de efeitos é extamanete isso, misturar cenas reais com elementos virtuais. Nessa cena da mini-série, fica ao seu olhar descobrir onde foi utilizado o 3D, onde tem chroma e onde é real. Abraço! 

13
fev
08

Composição de Efeitos – Autodesk Inferno, Flint, Flame

Olá para todos!! 

Bem, vou fazer pra vocês uma série de dicas sobre efeitos especiais utilizados em novelas, filmes e comerciais, com a intenção de passar um pouco do conhecimento que adquiri na faculdade, estágios e agora na equipe de computação gráfica da Rede Globo. Como estou trabalhando com um software chamado Autodesk Inferno, começo por ai uma série de cases que irei escrever aqui no Caligraffiti.

Pra quem não conhece, existem softwares exclusivos para serem utilizados em computação gráfica. Alguns deles são: Motion, Shake, Nuke, Combustion, Flame, Flint e Inferno. Todos esses citados, são programas que utilizam um sistema de nodes (nós) em uma composição de imagens ou vídeos. Esses programas são desenvolvidos para trabalhar tanto em resulução SD ou no mais novo formato HD. Agora a televisão brasileira passa por uma reformulação de formato, já que começaram as transmições no Brasil em High Definition, e esses programas são desenvolvidos para trabalhar com imagens pesadas, com uma grande facilidade de edição e alta velocidade de renderização. 

O Inferno, assim como o Flame e o Flint são softwares que hoje rodam em Linux, o que barateou o preço de sua venda. Há alguns anos atrás, esses programas eram só vendidos em plataformas Silicon Graphics, custando por volta de U$ 800.000. Por esse preço, somente grandes canais de TV, assim como conceituadas produtoras de vídeo e cinema poderiam ter esse luxo, e com o lançamento em Linux, é possível ter o software em uma máquina que possui um grande sistema de processamento, como por exemplo uma Boxx.

 

colourwarp_inferno1.jpg
 
Saindo da parte técnica, posso garantir que trabalhar com essas máquinas é simplesmente sensacional!! Nela posso capturar os takes, desenvolver os efeitos e  exportar numa sequência de imagem ou gravar em fita HD. São muito funcionais para o dia-a-dia de empresas que têm grande produção, pois o recorte de chroma, colorimetria e utilização de pluggins são de extrema utilidade para se obter um resultado de grande qualidade, em um curto tempo. O que mais me impressiona nessas máquinas é a capacidade de você poder fazer “tudo” sem abrir um outro software. É como se houvesse um Photoshop embutido em um programa de edição, podendo ser utilizado tanto para efeitos visuais, quanto para motion design. 
 
Existe um site chamado “myfirstflame” que dispõe tutoriais dos programas, releases dos artistas mundialmente conceituados, e um passo a passo para quem está sendo iniciado nesse mundo. É uma boa dica para entender um pouco a interface do programa, além de matar a curiosidade sobre como funciona essa ferramenta . 
 
Para quem está realmente interessado, não deixe de assistir ao tutorial de 3D Compositing . Abaixo, o DemoReel do Mike Seymour, um ótimo artista de efeitos, com composições para diversos filmes, séries e comerciais. Divirtam-se!!
 



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